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1º Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste será inaugurado no dia 28 de abril

A produção é da Pró-reitoria de Extensão e Cultura e do Centro Cultural da UFG

O 1º Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste, uma realização da Funarte, por meio do edital de Apoio a Festivais de Fotografia, Performance e Salões Regionais, será inaugurado no dia 28 de abril, às 20 horas, no Centro Cultural da UFG, em Goiânia (GO). A produção é da Pró-reitoria de Extensão e Cultura e do próprio centro cultural.

O evento, que distribui R$ 120 mil (divididos entre o pagamento pró-labore destinado aos selecionados e as premiações dadas aos artistas homenageados pela Curadoria e pela Comissão de Premiação), tem projeto e curadoria assinados por Carlos Sena Passos, diretor do centro cultural, com a participação dos especialistas Cayo Honorato (SP), Daniela Labra (RJ), Gilmar Camilo (GO), Marília Panitz (DF) e Rafael Maldonado (MS) na Comissão de Seleção, e Aguinaldo Coelho (GO), Celso Fioravante (SP), Felipe Scovino (RJ) e Wagner Barja (DF) na Comissão de Premiação.

Na abertura da exposição serão premiados quatro artistas com o valor de R$ 10.000 cada um, cujas obras passarão a pertencer ao acervo do centro cultural. O curador Carlos Sena Passos destaca que “as obras premiadas pelo Salão pertencem tanto às categorias tradicionais e históricas, como desenho e pintura, quanto às categorias experimentais, que operam com a instalação e com a imagem videográfica. São obras de impacto, que refletem muito nossa situação atual e por isso são importantes para o acervo que a instituição está formando”. O curador aponta também que “o fato de Goiás ter recebido três premiações, com artistas de três gerações diferentes, demonstra o amadurecimento do nosso processo artístico e coloca o estado em posição de destaque no quadro da produção regional”.

Os artistas

O sul-mato-grossense Humberto Espíndola foi premiado por uma obra que pertence a uma de suas fases mais importantes, a série “Confinamentos” (1972), datada do ano em o artista participou da Bienal de Veneza, na Itália. O trabalho é elaborado com couro de boi, o qual apresenta marcas de propriedades, crachá de premiação e arame farpado soldado a uma moldura de ferro.

O mato-grossense Adir Sodré foi premiado por “Duas Japas na Amazônia e o Pintor do Mato”, pintura de grande formato, datada de 2008, obra estruturada pelo desenho, repleta de detalhes e de ornamentos, de colorido iluminado, que mostra uma natureza exuberante e alia História da Arte e paisagem cabocla, fazendo referência às gravuras japonesas, além de colocar o autorretrato na cena.

O goiano Edney Antunes foi premiado pela instalação “Neo-ready-made Bio-tecnológico” (2000), cuja primeira mostra ocorreu no VII Salão da Bahia (2000-2001), que reproduz imagens de Michael Jackson e da ovelha Dolly e condensa questões que estavam sendo debatidas na época de sua produção, a passagem do século XX ao XXI, tais como a manipulação genética, a clonagem e a alteração da aparência do corpo.

Goiano radicado em Brasília, Elder Rocha teve sua pintura “Justaposição Polar” (2008) premiada. Exibida na exposição individual homônima realizada no Centro Cultural Banco do Brasil, (Brasília, 2009) é uma mistura de desenho e pintura, que apresenta um homem de olhos adoentados como uma metáfora da situação de cegueira vivida pela contemporaneidade, mergulhada num universo visual ilimitado e em multiplicação.

No conjunto da exposição estão 33 obras divididas nas categorias desenho, pintura, objeto, fotografia, vídeo-instalação, vídeo-objeto, performance e vídeo-performance, compondo um painel representativo da produção contemporânea na região. Além de obras dos premiados, a mostra reúne trabalhos dos seguintes artistas selecionados: Ana Ruas (MS); Corpos Informáticos (DF); Camila Soato (DF); Dalton Oliveira de Paula (GO); Enauro de Castro (GO); Evandro Prado (MS); Fernando Aquino Martins (DF); Gervane de Paula (MT); Hortência Moreira (GO); Miguel Penha (MT); Polyana Morgana (DF); Ricardo Teixeira (GO); Rodrigo Paglieri (DF); Sandro Gomide (GO); Grupo Mesa de Luz (DF); e Virgílio de Barros Neto (DF), todos contemplados com o pagamento pró-labore de R$ 2.000,00.

Atrações

Durante a abertura, ocorrerão duas performances realizadas por coletivos brasilienses: o grupo Corpos Informáticos apresentará “Encerando a Chuva”, no pátio multiuso do centro cultural, e, no palco do teatro, o Grupo Mesa de Luz fará uma performance mesclada com vídeo, intitulada “Remix Centro-Oeste”, cujo tema é a própria mostra do 1º Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste.
 

Fonte: Portal UFG